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Desapropriação nos Distritos de Cidade Líder e de Itaquera em São Paulo/SP, para a implantação de corredor de ônibus: Decreto Municipal 65.463/2026

  • Otavio Andere Neto
  • 26 de agosto de 2026
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Desapropriação por utilidade pública nos Distritos de Cidade Líder e de Itaquera, na Subprefeitura de Itaquera, em São Paulo/SP, para a implantação de corredor de ônibus. Saiba mais

O que você precisa saber

  • O Decreto Municipal 65.463/2026, publicado em 26 de agosto de 2026, declarou de utilidade pública imóveis particulares situados nos Distritos de Cidade Líder e de Itaquera, na Subprefeitura de Itaquera, para a implantação de corredor de ônibus.
  • A área total afetada declarada é de aproximadamente 21.854,00 m², atingindo lotes residenciais e comerciais em zona urbana densamente ocupada.
  • O expropriante é o Município de São Paulo, que atua com recursos próprios na execução da política de mobilidade urbana.
  • O proprietário e o inquilino têm direito à justa e prévia indenização, com rubricas próprias e autônomas, na forma do CF art. 5º, XXIV e do Decreto-Lei 3.365/1941.
  • A reação juridicamente estruturada, com laudo pericial prévio, é o caminho para afastar a subavaliação e maximizar a indenização.

A publicação do Decreto Municipal 65.463/2026 pelo Gabinete do Prefeito do Município de São Paulo inaugura o processo expropriatório destinado à implantação de corredor de ônibus nos Distritos de Cidade Líder e de Itaquera, na Subprefeitura de Itaquera. O ato tem fundamento na competência municipal para promover a política de desenvolvimento urbano, conforme CF art. 182, e na disciplina geral da declaração de utilidade pública (DUP) prevista no Decreto-Lei 3.365/1941. A partir da publicação, os imóveis abrangidos passam a integrar perímetro de interesse público, com consequências jurídicas imediatas para proprietários, possuidores e locatários.

Este artigo detalha o alcance do decreto, a motivação técnica da obra, o escopo do impacto sobre os imóveis atingidos e, sobretudo, os direitos do expropriado. O objetivo é orientar quem foi surpreendido pela DUP a compreender que a avaliação apresentada pelo poder público não é definitiva e que a justa e prévia indenização assegurada pela Constituição comporta discussão técnica e jurídica ampla.

O que é a declaração de utilidade pública (DUP)

A DUP é o ato administrativo que autoriza o início do processo expropriatório e identifica os imóveis necessários à obra. Ela não transfere, por si só, a propriedade nem fixa o valor da indenização. A partir dela, o Município pode negociar a aquisição amigável ou ajuizar a ação de desapropriação, sempre observado o direito à justa e prévia indenização na forma do CF art. 5º, XXIV.

1. Localização e contexto: Cidade Líder e Itaquera na zona leste

O corredor de ônibus autorizado pelo Decreto Municipal 65.463/2026 incide sobre imóveis particulares situados nos Distritos de Cidade Líder e de Itaquera, ambos integrantes da Subprefeitura de Itaquera, na zona leste de São Paulo. Trata-se de região marcada por ocupação urbana consolidada, com forte presença de imóveis residenciais e de comércio de vizinhança, além de intensa circulação de transporte coletivo que justifica a intervenção viária.

A caracterização exata dos lotes atingidos consta dos memoriais descritivos que instruem o processo administrativo. O decreto delimita a área total afetada em aproximadamente 21.854,00 m², distribuída ao longo do traçado do futuro corredor. Cada proprietário deve verificar, na documentação oficial, se seu imóvel está integral ou parcialmente contido no perímetro, pois disso depende a definição das rubricas indenizatórias aplicáveis, especialmente em casos de corte parcial que geram perda de testada ou remanescente antieconômico.

2. Logradouros e perímetros atingidos

O Decreto Municipal 65.463/2026 descreve o objeto da desapropriação por referência aos imóveis particulares situados nos Distritos de Cidade Líder e de Itaquera, na Subprefeitura de Itaquera. A tabela a seguir sistematiza o perímetro declarado tal como consta do ato, servindo de ponto de partida para a conferência individual de cada matrícula.

Logradouro / perímetroTrecho / marcoÁrea aprox.Função no perímetro
Imóveis particulares situados nos Distritos de Cidade Líder e de Itaquera, Subprefeitura de ItaqueraTraçado do corredor de ônibus nos Distritos de Cidade Líder e de Itaquera21.854,00 m²Faixa de implantação do corredor de transporte coletivo e infraestrutura associada

Como o decreto delimita o objeto de forma abrangente, indicando os imóveis particulares situados nos Distritos de Cidade Líder e de Itaquera, na Subprefeitura de Itaquera, é indispensável o cruzamento entre o memorial descritivo e a matrícula de cada imóvel para identificar a extensão exata da área expropriada. Essa verificação é o primeiro passo técnico da defesa do expropriado.

Perímetro genérico exige conferência individual

Quando o ato expropriatório descreve o perímetro por distritos e não por lote a lote, é comum que a extensão real da área tomada só se esclareça na fase de levantamento topográfico. O expropriado deve exigir o memorial descritivo e a planta do corredor para confirmar se a tomada é total ou parcial, pois a área efetivamente atingida define diretamente o montante da justa e prévia indenização.

O ato não se esgota na descrição por distritos. O decreto remete o perímetro a cinco plantas nominadas — P-33.652-A1, P-33.653-A1, P-33.654-A1, P-33.655-A1 e P-33.656-A1 —, todas do arquivo do Departamento de Desapropriações da Procuradoria Geral do Município, cujas cópias estão juntadas ao processo administrativo nº 5010.2024/0001645-9, autuado em 29 de janeiro de 2024. É nesse processo que a obra recebe o nome pelo qual é tratada internamente e que não aparece no texto do decreto: Corredor Leste Itaquera.

Cada planta responde por uma fração da área declarada, e o decreto discrimina os perímetros um a um. A decomposição abaixo permite ao proprietário localizar em qual das plantas o seu imóvel deve ser procurado:

PlantaÁrea declaradaComposição no decretoCópia no processo (doc.)
P-33.652-A15.750 m²Área 1 com 226 m² e Área 2 com 5.524 m²107871042
P-33.653-A13.945 m²Perímetro único107871163
P-33.654-A14.780 m²Perímetro único107871250
P-33.655-A15.117 m²Área 1 com 3.350 m² e Área 2 com 1.767 m²107871391
P-33.656-A12.262 m²Área 1 com 2.237 m² e Área 2 com 25 m²107871583
Total21.854 m²Soma dos cinco perímetros—

A existência de áreas destacadas dentro de uma mesma planta — como os 25 m² da Área 2 da planta P-33.656-A1 — indica tomadas parciais de pequena extensão, típicas de ajuste de alinhamento. São exatamente as situações em que o proprietário tende a subestimar o impacto e aceitar oferta baixa, sem perceber que uma faixa estreita pode comprometer recuo, acesso ou testada do lote inteiro.

As plantas não estão disponíveis para consulta pública

Embora o decreto identifique as cinco plantas e os documentos em que foram juntadas, os documentos do processo 5010.2024/0001645-9 estão classificados como restritos no sistema, e o conteúdo não é exibido na consulta pública. Isso significa que o desenho do perímetro não pode ser obtido pela simples consulta ao número do processo: o acesso depende de requerimento próprio ou da atuação no processo expropriatório.

Como o proprietário confirma se o imóvel está na faixa

O mapa digital do Município (GeoSampa) exibe uma camada de leis de melhoramento viário, mas os próprios metadados da camada advertem que os perímetros são indicativos e não correspondem fielmente aos alinhamentos das plantas — não servem, portanto, para medir a área atingida nem para embasar recusa ou aceitação de oferta.

O documento com valor de prova é a Certidão de Melhoramento Viário, que declara se o imóvel não é atingido, é parcialmente atingido ou é totalmente atingido, acompanhada da cópia da planta em que o lote está inserido. O pedido é feito no Portal SP156, no serviço “Solicitar Certidão de Melhoramento Viário e/ou cópia digital da Planta de Melhoramento Viário”, a cargo da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB). Podem requerer o proprietário ou seu procurador.

Certidão de Melhoramento Viário — Portal SP156Condições
Documentos exigidosNotificação do IPTU ou Certidão de Dados Cadastrais do ano corrente; matrícula atualizada do registro de imóveis; número do cadastro do imóvel (SQL)
CustoCertidão de Melhoramento Viário: R$ 57,80. Cópia digital da planta: R$ 30,20
Prazo máximo60 dias
Quem pode pedirProprietário do imóvel ou procurador
Órgão responsávelSecretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB)
O prazo da certidão pode ser maior que a janela de negociação

O prazo máximo de 60 dias para a expedição da certidão pode superar o intervalo entre a oferta administrativa e o pedido de imissão provisória na posse. O requerimento deve, por isso, ser protocolado assim que o proprietário toma conhecimento do decreto — em paralelo, e nunca em substituição, à constituição do laudo pericial prévio. Esperar a certidão para só então iniciar a defesa técnica costuma custar a melhor fase da negociação.

Convém observar que a Certidão de Melhoramento Viário e as plantas do decreto respondem a perguntas distintas. A certidão informa a incidência de lei de melhoramento viário sobre o lote, isto é, a reserva de faixa prevista em lei para ampliação do sistema viário. As plantas P-33.652-A1 a P-33.656-A1, por sua vez, delimitam o perímetro da declaração de utilidade pública deste decreto específico. Costumam convergir no traçado do corredor, mas não são o mesmo documento, e a defesa do expropriado se beneficia de ambos.

3. Motivação técnica: mobilidade urbana e função social

A implantação de corredor de ônibus insere-se na política municipal de mobilidade, competência conferida ao Município pelo CF art. 182, que atribui ao ente local a execução da política de desenvolvimento urbano com vistas ao pleno cumprimento da função social da propriedade urbana, nos termos do CF art. 182, § 4º. A obra visa qualificar o transporte coletivo nos Distritos de Cidade Líder e de Itaquera, com ganho de capacidade e regularidade nas linhas que servem a Subprefeitura de Itaquera.

A instrumentalização dessa política também dialoga com a Lei 10.257/2001, o Estatuto da Cidade, que estabelece diretrizes gerais da política urbana e do ordenamento do uso do solo. A legitimidade da finalidade pública, contudo, não relativiza o dever de indenizar. Ainda que a obra seja de inequívoco interesse coletivo, o proprietário atingido preserva o direito integral à reparação, que deve ser justa, prévia e em dinheiro, conforme CF art. 182, § 3º e CF art. 5º, XXIV.

Perfil residencial e comercial misto

Os Distritos de Cidade Líder e de Itaquera concentram imóveis de uso misto, com residências e comércio de bairro convivendo no mesmo trecho. Essa característica é estratégica: o comércio consolidado atingido pode fazer jus a indenização por fundo de comércio, rubrica autônoma que se soma ao valor do terreno e das edificações, e o expropriado residencial deve computar os custos indiretos de mudança e de depreciação dos imóveis vizinhos.

4. Escopo do problema: o que muda para quem foi atingido

Com a publicação da DUP, o Município fica autorizado a promover a aquisição dos imóveis por via amigável ou judicial. Na via amigável, o expropriante apresenta proposta com base em avaliação administrativa; aceita a oferta, o proprietário recebe o valor pactuado conforme o contrato. Na via judicial, ajuizada a ação de desapropriação, o Município poderá requerer a imissão provisória na posse mediante depósito do valor de avaliação prévia em juízo.

É fundamental compreender a dinâmica da imissão para não ser induzido a erro. No regime do Decreto-Lei 3.365/1941, a imissão provisória na posse transfere a posse do imóvel ao Município mediante depósito judicial do valor de avaliação prévia. Esse depósito não é pagamento definitivo: o expropriado preserva o direito de discutir o valor no curso do processo, e o levantamento integral da indenização ocorre apenas após a fixação definitiva por sentença ou acordo homologado.

A avaliação administrativa costuma vir subdimensionada

É prática recorrente do poder público expropriante ofertar valores calcados em avaliação genérica, que ignora fatores de valorização do imóvel, o fundo de comércio e os prejuízos do corte parcial. Aceitar a primeira oferta sem laudo pericial prévio quase sempre significa receber abaixo do devido. A diferença entre a oferta e o valor real é justamente o campo de atuação técnica da defesa do expropriado.

5. Direitos do proprietário

O proprietário atingido pelo Decreto Municipal 65.463/2026 tem direito à indenização integral à vista, que deve recompor o valor de mercado do terreno e das edificações, acrescido das demais rubricas cabíveis. A avaliação deve seguir método científico, com fundamento na NBR 14.653-2, tratando a amostra com fatores de oferta, localização, esquina, topografia e zoneamento, de modo a refletir a realidade do imóvel nos Distritos de Cidade Líder e de Itaquera.

Quando o corredor de ônibus atinge apenas parte do lote, ganham relevância duas situações. A perda de testada, que reduz a frente do imóvel comercial e compromete seu aproveitamento, e o remanescente antieconômico, hipótese em que a área restante perde viabilidade de uso e deve ser indenizada de forma correspondente. Ambas exigem demonstração técnica no laudo, sob pena de o expropriado suportar prejuízo não reparado.

Rubricas que compõem a indenização

i. Valor do terreno, pela NBR 14.653-2.
ii. Edificações e benfeitorias, com custo de reedição e depreciação.
iii. Fundo de comércio, quando houver ponto comercial consolidado.
iv. Juros compensatórios e moratórios, na forma legal.
v. Correção monetária plena e honorários advocatícios.

6. Direitos do inquilino e do locatário

O inquilino atingido pela desapropriação possui posição jurídica própria e não se confunde com a do proprietário. O locatário comercial que explora ponto consolidado nos Distritos de Cidade Líder e de Itaquera pode pleitear indenização autônoma por fundo de comércio e pela perda da clientela local formada ao longo do tempo, prejuízo real e mensurável quando o negócio é forçado a encerrar ou a se transferir.

Além disso, o locatário residencial ou comercial suporta custos indiretos que devem ser considerados: despesas de mudança, interrupção de atividade, perda de estrutura instalada e eventual necessidade de rescisão contratual antecipada. Esses valores integram o dano indenizável e não podem ser diluídos na proposta genérica dirigida ao proprietário. Cada legitimado deve postular na medida de seu próprio prejuízo.

O inquilino tem direitos próprios e autônomos

Se você é locatário de imóvel atingido nos Distritos de Cidade Líder e de Itaquera, não presuma que a indenização do proprietário abrange seus prejuízos. O fundo de comércio, a perda de clientela e os custos de mudança são rubricas próprias do inquilino. Reúna contratos de locação, comprovantes de faturamento e documentos do ponto para sustentar seu pleito de forma autônoma.

7. Cálculo e quantificação da indenização

A quantificação da justa e prévia indenização depende de laudo técnico que traduza o valor real do imóvel e de todos os danos correlatos. A tabela abaixo consolida as rubricas típicas e suas bases normativas, servindo de roteiro para conferir se a proposta do Município contempla todos os itens devidos.

RubricaNorma técnica/legalObservações
Valor do terrenoNBR 14.653-2Tratamento científico da amostra com fatores de oferta, localização, esquina, topografia e zoneamento
EdificaçõesNBR 14.653-2 e NBR 12.721Custo de reedição, depreciação física e funcional
Fundo de comércioNBR 14.653-4Aplicável a pontos comerciais consolidados, inclusive do inquilino
Juros compensatóriosArt. 15-A, DL 3.365/1941Sobre a diferença entre o depositado para imissão e a indenização final
Juros moratóriosArt. 15-B, DL 3.365/1941A partir do termo legal, sobre o valor da condenação
Honorários advocatíciosArt. 27, DL 3.365/1941Sobre a diferença entre a oferta e a condenação
Correção monetáriaLei 6.899/1981Plena, sobre todo o débito

Sobre o valor principal incidem juros compensatórios sobre a diferença entre o valor depositado para imissão provisória na posse e a indenização final, na forma do art. 15-A do Decreto-Lei 3.365/1941, e juros moratórios na forma do art. 15-B do mesmo diploma. A correção monetária é plena e alcança todo o débito, preservando o poder de compra da indenização até o efetivo pagamento.

Imissão na posse não é pagamento

A imissão provisória na posse ocorre com o depósito do valor de avaliação prévia em juízo e transfere a posse do imóvel ao Município. O expropriado não levanta esse valor nesse momento nem recebe indenização antecipada. O levantamento ocorre após a fixação da indenização definitiva, por sentença ou acordo homologado, quando se apura a diferença devida e os respectivos consectários.

8. Plano de ação do expropriado

Diante do Decreto Municipal 65.463/2026, a postura recomendável não é a passividade nem a aceitação imediata da oferta administrativa. A reação estruturada começa pela reunião documental e pela produção de prova técnica independente, capaz de confrontar a avaliação do Município e sustentar o pleito por indenização integral.

1ª medida: reunir a documentação do imóvel

i. Matrícula atualizada do imóvel.
ii. IPTU e planta ou habite-se.
iii. Contratos de locação vigentes.
iv. Notas fiscais de benfeitorias e reformas.
v. Comprovantes de faturamento, no caso de ponto comercial.
vi. Certidão de Melhoramento Viário, quando houver dúvida sobre a extensão da faixa atingida.

Com a documentação organizada, o passo seguinte é obter avaliação técnica própria, que servirá de contraponto à proposta oficial. É a segunda medida da defesa e a que efetivamente desloca o eixo da negociação em favor do expropriado.

2ª medida: constituir laudo pericial prévio

O laudo pericial prévio, elaborado segundo a NBR 14.653-2, apura o valor real do terreno e das edificações, dimensiona o fundo de comércio e demonstra eventual perda de testada ou remanescente antieconômico. É a peça que sustenta a recusa fundamentada da oferta e embasa o pedido de majoração no processo.

A terceira medida consiste em atuar juridicamente antes de assinar qualquer instrumento de acordo, garantindo que todas as rubricas sejam contempladas e que o direito de discutir o valor seja preservado ao longo do processo.

3ª medida: não assinar acordo sem análise técnica

Assinar acordo com base apenas na avaliação administrativa costuma cristalizar valor inferior ao devido. Antes de qualquer assinatura, o expropriado deve confrontar a oferta com o laudo pericial prévio e verificar se estão incluídos terreno, edificações, fundo de comércio, juros, correção monetária e honorários, na forma do Decreto-Lei 3.365/1941.

9. Cronograma e próximos passos

Publicado o Decreto Municipal 65.463/2026 em 26 de agosto de 2026, o processo tende a evoluir da fase administrativa, com tentativa de acordo, para a fase judicial, caso não haja consenso sobre o valor. Nesse intervalo, o expropriado deve agir com celeridade para constituir sua prova técnica, pois a janela mais favorável à negociação ocorre antes do eventual pedido de imissão provisória na posse.

Janela decisiva de atuação

O período entre a publicação da DUP e o ajuizamento da ação é o momento mais estratégico para o expropriado. É quando o laudo pericial prévio pode reposicionar a negociação e evitar a subavaliação. Postergar a defesa reduz o poder de barganha e aumenta o risco de aceitar oferta insuficiente sob pressão do avanço da obra nos Distritos de Cidade Líder e de Itaquera.

Em síntese, o Decreto Municipal 65.463/2026 declara de utilidade pública imóveis particulares nos Distritos de Cidade Líder e de Itaquera, na Subprefeitura de Itaquera, para a implantação de corredor de ônibus, com área declarada de aproximadamente 21.854,00 m². A finalidade pública da obra convive com o dever constitucional de justa e prévia indenização. Proprietários e inquilinos atingidos preservam direitos autônomos e devem estruturar a defesa técnica desde já, para que a indenização reflita o valor real do imóvel e de todos os prejuízos suportados.

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Otavio Andere Neto

Otavio é advogado inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil desde 2003, com mais de 20 anos de experiência na condução de processos judiciais de alta complexidade. Ao longo de sua carreira, desenvolveu sólida expertise na elaboração de estratégias processuais inovadoras e na representação de clientes em disputas de grande envergadura perante as mais diversas instâncias do Poder Judiciário

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